Mi casa, your home

Pois o programa Adote um escritor, da Câmara Riograndense do Livro, em parceria com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, provou – pelo menos para mim -, neste ano tão difícil, em que sua continuidade foi ameaçada pelos cortes de verbas para a compra de novos livros para as bibliotecas das escolas municipais, sua importância no panorama do ensino. Na contramão de quem acha que ensino público é um ensino menor, em comparação com o que acontece em escolas de rede privadas, a cada ano eu me convenço mais de que para o conhecimento acontecer na vida são necessárias apenas duas coisas: alguém disposto a ensinar e alguém disposto a aprender. Dali em diante, não há limites.

Uma das escolas do projeto que me convidou para conversar com os alunos foi a EMEF Leocádia Felizardo Prestes, na Vila Nova, em Porto Alegre. A escola é uma ilha de possibilidades. Tem um corpo docente interessado em fazer acontecer, como a gente vê no “Palavra de Professor” livro publicado pela Imprensa Livre, em 2016, e que reúne relatos sobre as experiências pessoais dos professores da EMEF Leocádia em sala de aula, trazendo à luz várias experiências com o ensino público. Com disposição, bom humor e jogo de cintura, gente com muita vontade de fazer acontecer a Educação enfrentou este 2017 cheio de tranqueiras e se dispôs a levar a Literatura até seus alunos e fazer render. Foi assim que cheguei à Cláudia Presser Sepé, professora da escola e autora de “Histórias de Taiwan“, livro de contos taiwaneses voltados para o público infantil, e dona de uma energia incrível e luminosa. Foi assim, também, que cheguei à uma biblioteca onde encontrei meus livros, por editora e os independentes, ao alcance da mão. E foi assim que me deparei com versões em Inglês para as poesias de A Casa. Também foi lá que tive a oportunidade de trocar algumas ideias com leitores que fugiram do questionário “básico”, e me desafiaram com questões como “você acha que é possível escrever uma história sem clichê?” ou “o que você acha do crossover?”. Tá de brincadeira? É para discutir essas questões que a gente escreve, para ter esse rebate, esse interesse, esse desafio, que a gente levanta a cada manhã e senta no PC. vou te dizer: quando a gente da uma oportunidade real para os leitores, as questões se multiplicam e o que era um “simples” encontro entre o escritor e o seu público se transforma numa verdadeira troca de ideias.

E nada é melhor do que isso!

 

Simone Saueressig

Este espaço abriga o trabalho literário da escritora gaúcha Simone Saueressig. Aqui você encontra informações sobre seus livros e bibliografia além de informações sobre o ciclo da Terra da Magia, ou seja: A noite da grande magia branca, A Fortaleza de Cristal e aurum Domini – O ouro das Missões.

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